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Adalberto L.Lima

07/02/2018

Artigo

ONDE FOI PARAR MEU BRASIL?

Assistimos, diuturnamente, nos telejornais (que assisto cada vez menos), o desmanche de uma nação.

Tivemos orgulho de nós mesmos durante anos e anos.

Éramos a “nação do futuro”, o “orgulho da américa”, a “oitava potência”… é… éramos…

Hoje somos sinônimo de corrupção, de vergonha, de bandidos, de ladrões.

Nossa nação se encontra, talvez, entre a mais menos atrativas e mais mal vista pelo resto dos países… Aliás, hoje nós somos o “resto”.

Que esperamos de nosso país? E o que é mais complicado. O que o nosso país pode esperar de nós?

Reclamamos da honestidade e praticamos “pequenos delitos”, (ora, não tem ninguém olhando).

Não respeitamos os direitos dos outros, só o nosso direito é que é DIREITO os outros que se lixem.

Não somos honestos sequer nos esportes. Nosso jogador cai na área é “pênalti” mesmo que ele tenha caído sozinho, sem ninguém em um raio de 30 metros.

A bola do jogo de vôlei cai dentro da quadra, todo o time, inclusive o técnico, sinalizam que caiu fora… vá que cole?

Até onde mesmo temos condições de cobrar dos políticos a honestidade que não temos?

E o que mais me dói. Nossos filhos seguirão nossos passos, nossos exemplos. Que cidadãos deixaremos para as próximas gerações no Brasil?

Nos últimos tempos, tenho vergonha de ser assim, de não conseguir mudar um centímetro no destino que se avizinha em nosso futuro sombrio, cada vez mais próximo.

Os roubos dos nossos políticos somente foram possíveis por que nós fomos e somos coniventes, somos cúmplices. Não desse ou daquele político. Mas de todos que estão lá, roubando, descaradamente nossos cofres. Sim “nossos cofres” eis que públicos.

Estamos às vésperas das eleições, e se avizinham tempos rudes.

Teremos deseducados de todos os lados justificando votar nesse ou naquele candidato. E grande parte deles estarão justificando com o famoso “ele rouba, mas faz”.

Outros já falam em não votar em ninguém. De sequer ir na urna no dia das eleições.

Somos obrigados pela legislação a votar em alguém ou em ninguém e se não fizermos isso, seremos multados. Valor da “multa”: entre R$ 1, 06 e R$ 3,51. Que vergonha, além de ser obrigado a votar, tenho que passar a vergonha de recolher isso para os cofres públicos que os mesmos políticos nos quais me recusei a votar irão roubar, fraudar, superfaturar. Prefiro votar, pelo menos meu dinheiro esses moços não irão pegar, pelo menos por opção minha própria, já chega os impostos.

Tenho saudades do Brasil. Tenho saudades de ti “País do Futuro”. Tenho saudade de cantar nosso hino, não só quando a seleção fosse jogar. Tenho saudade dos verde a amarelos nas ruas representando muito mais que simples jogo (que sabemos são negociados, muitas vezes, antes de começar e que torcemos é de bobos mesmo).

Tem um canal de TV que está pedindo para que a gente diga para o mundo todo o que queremos para nosso país

Quero acordar em um país novo. Aqui mesmo, não fora.

Quero ver nossa terra brasilis erguer-se desse lodo que está e carregar nas costas a América latina, como sempre o fez.

Quero poder sair às ruas sem o medo de não voltar. Sim, estamos mesmo em guerra.

Quero hospitais funcionando, escolas com professores capacitados e pagos em dia.

Quero comida na mesa de todos os brasileiros que tenha sido ganha com o suor do rosto de cada um de nós e não por roubo ou esmola.

Quero Justiça,  mas com letras maiúsculas, não essa escandalosa situação que temos hoje em nossos mais variados tribunais, e quanto mais alto, piores.

Quero polícia na rua e bandido punido, não ao contrário

Quero um transporte adequado para os nossos milhões de habitantes que se espremem feito sardinhas em ônibus velhos, que não se pode sequer encostar muito senão pegamos tétano.

Quero que o esgoto de minha cidade seja tratado.

Quero que um país consiga vencer a luta contra um único mosquito.

Enfim, quero não um novo país. Mas o MEU PAÍS da minha infância e que me prometeram entregar “no futuro”. Só exijo o que é meu por direito. Me prometeram. Cumpram.

Autor
Adalberto L.Lima

Casado, 54 anos, advogado, formado no CESUT em 2006, nascido em Bagé RS, resido em Jataí desde 1998, com idas e vindas já por várias vezes, apaixonado por essa terra não é de hoje.

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